Estudo do Evangelho de São Mateus – parte 3

3º Tema: Cristo está presente na comunidade reunida!

  1. Cristo ressuscitado está vivo e presente em nosso meio.

Deus chama a gente pra um momento novo, de caminhar junto com seu povo! É hora de transformar o que não dá mais; sozinho, isolado, ninguém é capaz! Por isso vem, entra na roda co’a gente também, você é muito importante! (2x)

  1. O testemunho das primeiras comunidades cristãs confirma que as diferenças e os conflitos fazem parte de nossa vida, por isso é fundamental que saibamos cuidar uns dos outros e perdoar o irmão ou a irmã quantas vezes forem necessárias. É a solidariedade e o perdão que nos humanizam nos recriam e recriam a comunidade. Peçamos ao Espírito de Deus que nos dê a capacidade de perdoar sempre e de sermos sensíveis às dificuldades e sofrimentos uns dos outros.

Leitor: Após a destruição do templo de Jerusalém, em torno do ano 70 d.C., os fariseus se organizaram na Sinagoga. Aos poucos, esse grupo assumiu a observância rigorosa da Lei, tornando-se extremamente legalista, chegando a expulsar os grupos dissidentes. Os encontros e a vida das comunidades estavam cada vez mais centrados na prática de rituais. Na oração das Dezoito bênçãos, escritas nesse período, pede-se que os nazareus pereçam. Em meio à perseguição externa e aos conflitos internos, as comunidades de Mateus, seguidoras de Jesus de Nazaré, devem fortalecer a unidade para sobreviver. Nesse período, é importante reforçar a relevância do perdão, da sensibilidade e da prática concreta da solidariedade na comunidade.

  1. Vamos acolher a Palavra de Deus. Fonte segura de misericórdia e perdão.

“É como a chuva que lava, é como o fogo que arrasa, Tua Palavra é assim, não passa por mim sem deixar um sinal”.

Leitora: Mt 18,15-22

  1. Quais as atitudes apresentadas no texto para resolver os problemas e qual o processo para corrigir a pessoa que errou?
  2. “Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles.” Como deve ser a comunidade para que se perceba essa presença de Jesus?
  3. Por que Jesus recomenda que o perdão deve ir além de sete, “mas até setenta e sete vezes”?

Leitor: A solidariedade e a correção fraterna e a oração são formas de manter a comunidade unida e perseverante em seus ideais. Somos pessoas limitadas, por isso é necessário o cuidado de uns pelos outros e o caminho de conversão. Cada pessoa cristã é chamada a se tornar “pastor” para seus irmãos e irmãs. É preciso sair ao encontro da pessoa que errou e, acima de tudo, amá-la. A correção fraterna é necessária em todos os ambientes em que vivemos.

  1. Como podemos cuidar uns dos outros e viver o perdão em nossa comunidade?
  2. Como a oração comunitária pode nos ajudar a sermos mais sensíveis, fraternos e solidários, uns com os outros?
  3. Como aceitar os nossos limites pessoais e comunitários e os limites das pessoas de nossa comunidade?

Celebrando a vida

  1. Rezemos pedindo a Deus que perdoe os nossos pecados e que nos dê a graça de sermos solidários uns com os outros e perdoarmos os pecados das pessoas com as quais convivemos. Rezemos a oração que o próprio Cristo nos ensinou.
  2. O Senhor te abençoe e te guarde. O Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te seja favorável. O Senhor mostre para ti a sua face e te conceda a paz. (Nm 6,24-26)

Estudo do Evangelho de São Mateus – parte 2

2º Tema: Viver a justiça e a misericórdia!

  1. Vamos refletir sobre as bem-aventuranças, colocar os pés no chão das comunidades de Mateus e a partir do testemunho dessas comunidades proclamar as bem-aventuranças de hoje. Renovando a nossa fé e o compromisso com o projeto da construção do Reino de Deus.

Vejam, eu andei pelas vilas, apontei as saídas como Pai me pediu. Portas, eu cheguei para abri-las. Eu curei as feridas como nunca se viu.

Ref, Por onde formos também nós, que brilhe a tua luz! Fala, Senhor, na nossa voz, em nossa vida. Nosso caminho então conduz. Queremos ser assim! Que o pão da Vida nos revigore no nosso “sim”.

  1. Há muitas pessoas que sofrem injustamente. Você conhece alguém que já passou por uma situação de injustiça? Como nós reagimos diante das situações de injustiça?

Leitor: No tempo de Jesus, os escribas e os fariseus pregavam e impunham a “teologia da retribuição”, determinando quem eram os puros e felizes diante de Deus. As pessoas ricas e saudáveis eram vistas como justas, recompensadas por Deus por sua justiça; as pessoas pobres eram consideradas culpadas por suas desgraças, porque a pobreza, a miséria e a esterilidade eram compreendidas como castigos de Deus para pessoas consideradas pecadoras e impuras. O critério para considerar uma pessoa justa ou injusta era a rigorosa observância da Lei com os inúmeros impostos religiosos. Havia muita gente que não podia observar a Lei e mal sobrevivia no dia a dia: camponeses sem terra, desempregados, famintos, forasteiros, doentes, perseguidos etc. Eram considerados impuros e malditos. Jesus e as comunidades cristãs propõem uma inversão: proclamam que os malditos pela sociedade injusta são os benditos e o critério para essa bênção é a vivência da justiça e misericórdia.

  1. Peçamos ao Espírito de Deus que abra nossas mentes e o nosso coração para acolhermos a sua Palavra em nosso vida.

“Senhor que a tua Palavra transforme a nossa vida, queremos caminhar com retidão na tua luz”!

Leitora: Mt 5, 1-12

  1. Qual a comunidade que está por trás das bem-aventuranças?
  2. Quem são as pessoas felizes e abençoadas e por quê?
  3. Quem são os perseguidos por causa da justiça?

Leitor: Para os escribas e fariseus do tempo de Jesus e das primeiras comunidades cristãs, as pessoas felizes são aquelas que observam a Lei. Afirmar que os pobres, os sem terra, os aflitos e os famintos são felizes é acreditar no projeto do Reino de Deus. Os que são desprezados pelo mundo são considerados felizes.

  1. O que é felicidade para você?
  2. Como nós e nossa comunidade vivemos a justiça e a misericórdia?
  3. Qual é a nossa contribuição para a construção de uma sociedade justa e fraterna?
  4. Como colocamos em prática o projeto de vida apresentado nas bem-aventuranças?

Celebrando a vida

  1. As bem-aventuranças nos apresentam um programa de vida e um convite para colaborarmos na construção do Reino de Deus. Escolher uma bem-aventurança e dar passos concretos na realização desse projeto.
  2. Vamos rezar juntos: Que o caminho seja brando a teus pés, o vento sopre leve em teus ombros; o sol brilhe em tua face, as chuvas caiam serenas em teus campos. E até que, de novo, eu te veja, Deus te guarde na palma de sua mão.

Estudo do Evangelho de São Mateus – parte 1

Introdução ao Novo Testamento

Israel – pequena faixa de 20 mil Km2. Uma área pequena, que não chega a metade do estado do RJ. Tendo a oeste o Mar Mediterrâneo e a leste o Rio Jordão.

População densa – 600 mil habitantes – distribuídos em três regiões.

Sul – a Judéia – região montanhosa – onde se criavam ovelhas e cabras – cultivam oliveiras – aí está a capital Jerusalém. – 25 a 30 mil e que nas festas chegava a receber 180 mil peregrinos

Norte – a Galiléia – terras férteis – gente que os judeus do sul tratavam como ignorante. Ai Jesus viveu a maior parte da sua vida. Ai se cultivavam cereais, como o trigo, centeio, cevada; vinhedo, olivais, legumes, frutas como figos, tâmaras e romãs. Criavam gado de grande porte, bois e jumentos.

Entre a Judéia e a Galiléia está a Samaria. Ali estavam os Samaritanos que os judeus, sobretudo os do sul, consideravam impuros; pois se julgava que eles se haviam misturado com outros povos; assimilando as tradições culturais e religiosas deles.

Sobrevivência da população, estava a pesca, bastante comum. O peixe era mais importante que a carne. Praticava-se a pesca no mar Mediterrâneo, no lago de Genesaré e no rio Jordão. Os pescadores eram bem organizados e possuíam até indústria de salgar peixes. Havia também artesanato que se desenvolvia tanto nas aldeias como nas cidades. Os artesãos trabalhavam ferro, bronze, pedra, madeira, argila, lã e couro. Os fabricantes vendiam suas mercadorias diretamente aos fregueses. Em Jerusalém o artesanato se destinava, sobretudo ao templo.

Os trabalhadores do campo e artesãos formavam a classe trabalhadora em Israel. Técnicas rudimentares – trabalho manual valorizado. Diferente da mentalidade grega que o desprezava. A profissão de pai para filho. Se organizavam em associações. Todos deviam ter uma profissão. Doutores da Lei (padeiros, curtidor etc.) Os médicos também eram considerados artesãos.

Comércio concentrado nas cidades. Exercido pelos grandes proprietários de terra. Nas aldeias o comercio era menor (sistema de troca).

Pagamento – vários tipos de moedas. Nas feiras e mercados oficiais, os fiscais examinavam os pesos e medidas.

Jerusalém – grandes mercados. Importavam bronze, aromas e pedras preciosas, trigo e madeira – exportavam frutas – cereais – bálsamo e óleo.

Momento político (63 a.C.) – General Pompeu impõe um novo domínio: o poder romano se implanta com a força de suas legiões. Inicia-se mais um longo período de subjugação. Nascem inúmeras manifestações e movimentos que mostram um povo nada resignado. Sua voz e seus anseios se expressam das mais diversas formas.

Por outro lado em Israel – existiam vários grupos políticos e religiosos entre as elites e no meio do povo. Muitas comunidades israelitas em varias regiões dominadas pelo império romano.

 

Neste cenário complexo e conflitivo nasceu Jesus, são dados os primeiros passos para o cristianismo e se produzem os escritos que formarão o Novo Testamento. É preciso levar em conta esse ambiente, para uma boa compreensão da mensagem que tais escritos comunicam, e também do testemunho que por meio deles os primeiros grupos seguidores de Jesus nos transmitiram.

Os evangelhos ao anunciar a pessoa e a mensagem de Jesus, o apresentam como Filho de Deus encarnado, vivendo numa terra e época distantes das nossas e marcado por uma sociedade diferente.

A violenta paz Romana.

“Se você quer a paz, prepare a guerra”.

Submissão a qualquer custo. Assassinados e escravizados resultavam do terrorismo que Roma exercia sobre as nações que iam conquistando. Ajudado pelos poderes locais.

Em Israel, um fiel aliado era Herodes – Rei dos Judeus. Assino frio e inescrupuloso (Mt 2,13-18).

Flávio Josefo narra com detalhes o poder de Herodes que reinou de 37 a 4 a.C. Depois da morte de Herodes o poder foi divido entre os seus filhos. Mas logo a Judéia e a Samaria e depois a Galileia passaram para o domínio direto dos romanos. Tinham os procuradores diretamente ligados ao império. Ex. Pôncio Pilatos (Judéia). A Galiléia na época de Jesus era governada por Herodes Antipas, um dos filhos de Herodes.

Domínio Romano se sustentava na cobrança de impostos. Nela se encontra o elemento fundamental para se entender a situação de pobreza em que vivia o povo no tempo de Jesus.

A Judéia sozinha devia pagar anualmente sozinha a Roma 600 talentos (seis milhões de dias de trabalho). Esses impostos eram de produtos do campo (parte em produto – parte em dinheiro). Sobre pessoas – Sobre as propriedades – taxas pessoais – incluindo mulheres e escravos que eram considerados posses. Isentando apenas crianças e anciãos. Imposto sobre circulação de mercadorias – recolhidas em fronteiras – em barreiras de cidades – pedágios em pontes e encruzilhadas.

Parte destes impostos, eram recolhidos pelos publicanos – como soma anual fixa por distrito. Costumavam sobrecarregar arbitrariamente os contribuintes de forma que a arrecadação ultrapassasse a soma estabelecida e se convertesse em ganho pessoal. Os publicanos eram odiados pelo povo.

Havia impostos próprios de Israel- outros destinados para ao Templo – para manutenção do santuário e dos sacerdotes. Havia outros, em forma de dízimos ou décima parte, cobrados sobre os produtos da terra e sobre o gado.

Situação agravada para os camponeses. Concentração de terra – pessoas endividadas – perdiam heranças – juntando-se aos sem posses – procuravam arrendar terras e viver como meeiros.

Sociedade israelita – classe rica pequena e poderosa. Classe média praticamente só existia em Jerusalém que vivam em torno do Templo (peregrinos – comerciantes – sacerdotes pobres). Classe pobre era a grande maioria da população formada por trabalhadores assalariados – pescadores – escravos e muitos mendigos.

O imperador César Augusto (na época de Jesus). Foi recebido como o salvador do povo e o imperador que iria concretizar a paz e levar para outros povos vizinhos o sofrimento e a dor. A destruição dos inimigos é a certeza da concretização da paz romana.

 

Resistência

Mesmo com a violência do Império Romano – os judeus resitiam em favor da cultura – tradições religião. Calígula tentou colocar no templo uma estatua do deus romano Júpiter, com a fisionomia do imperador. (10 anos após a crucificação de Jesus). Existiam muitas resistências, saque, invasões etc. e o governo romano reagindo com brutalidade.

Momento mais trágico foi com a destruição da cidade de Jerusalém ano 70 dC. Momento também decisivo da separação dos seguidores de Jesus diante do judaísmo. Guerra dos judeus e romanos (8 anos de luta). Outra guerra definitiva aconteceu em 132 d.C. com a destruição definitiva de Jerusalém e a dispersão dos judeus pelo mundo.

 

Grupos políticos e religiosos

 

Saduceus: Situados entre os grupos dirigentes e grandes proprietários de terra. Os sacerdotes pertencentes a este grupo julgavam-se descendentes do sacerdote Sadoc, que vivera no tempo de Davi e Salomão. Parece que os sumos sacerdotes eram escolhidos dentre esse grupo. Os saduceus davam lugar especial a Torá de Moisés, o Pentateuco. Não acreditavam na ressurreição. Eles provavelmente teriam participado do julgamento que levaria a morte de Jesus.

 

Herodianos: Grupo de funcionários de Herodes Antipas, o responsável pela morte de João Batista e por algumas ameaças a Jesus. Os herodianos supervisionavam, em nome do rei, as aldeias da Galiléia.

 

Fariseus: (Palavra que quer dizer separados) formavam um grupo bem mais numero. Eram os continuadores dos assideus (os piedosos) mencionados em 1Mc 2,42 – dedicados a observância da Torá de Moisés. O que caracterizava os fariseus é a observância dos detalhes da Lei mosaica, bem como a tradição dos antepassados. Era preciso a todo custo estar entre os justos e não ao lado dos pecadores. Os fariseus acreditavam na ressurreição dos mortos. Eram populares e exerciam lideranças nas inúmeras sinagogas espalhadas por Israel. Paulo no século I aprofundou-se na fé judaica em roteiros indicados pelos fariseus. Depois da destruição de Jerusalém, ele terão papel importante na reconstrução da vida social e religiosa de Israel.

 

Essênios: Poderiam ser descendentes dos assideus. Porém uma parte deles vivia separadamente por considerar que o culto e o Templo de Jerusalém estavam em condições de ilegitimidade e impureza. Eles podem ter sido os fundadores da comunidade de Qumrã, cuja biblioteca foi encontrada em 1947, revelando preciosidades do mundo social, político e religioso do tempo de Jesus. Dedicavam-se ao estudo da Torá e à sua observância cuidadosa e o estilo de vida aí era muito severo.

 

Tanto essênios como os fariseus apostavam na vinda do Messias, expectativa não compartilhada pelos saduceus. Os essênios o esperavam como “mestre da justiça”.

Havia também os escribas, eruditos conhecedores da Escritura, capazes de copia-la e / ou explica-la. Conheciam o direito e dedicavam-se ao ensino e atividades administrativas.

O maior poder estava nas mãos do Sumo Sacerdote, que presidia o sinédrio, o grande conselho dos judeus. Formado por 71 membros. Era um tipo de tribunal que decidia as questões políticas, religiosas e criminais do povo judeu, de acordo com a Lei judaica. Era formado de sacerdotes, anciãos e escribas. Além do sinédrio havia em cada cidade um conselho local, e em cada povoado um conselho de anciãos, ambos funcionando nas sinagogas. Quando entravam interesses dos romanos, questões políticas o representante do império é quem decidia.

Samaritanos: Habitantes da Samaria, sua convivência com os judeus era problemática, o que se mostrava no templo a Javé construído no monte Garizim, para rivalizam com o de Jerusalém. O templo de Garizim foi destruído por um rei de Jerusalém em 128 a.C. mas os samaritanos continuavam a subir a montanha por que a consideravam sagrada, para aí cultuar a Javé. Aceitam a Torá com alguns versículos modificados. O Messias que deveria vir seria nos moldes de Moisés. Numerosos samaritanos foram massacrados pelos romanos no alto do Garisim.

 

Estrutura do Evangelho de Mateus

Mateus se caracteriza pelos cinco “sermões” que depois do “evangelho da infância” (cap 1 e 2) permeiam a narrativa da vida, morte e ressurreição de Jesus (Cap 3 – 28).

Admite-se que estes cinco sermões são alusão aos 5 rolos da Lei de Moisés, pois oo evangelho como um todo quer mostrar que se discípulo de Jesus é a maneira verdadeira de se realizar o objetivo da Lei. (Mt 5, 17-20)

 

1 – 2 (Nascimento de Jesus)

3 – 13 (Proclamação do Reino em palavras e ações)

14 – 28 (O conflito e o caminho da cruz)

 

3 – 4 (Abertura da atividade de Jesus)

8 – 9 (Milagres e curas)

11 – 12 (Atividade na Galiléia)

13,53 – 17,29 (Constituindo Comunidade)

19 – 23 (Controvérsias em Jerusalém)

26 – 28 (Paixão. Morte e Ressurreição)

 

5 – 7 (Sermão da Montanha)

10 (Sermão da Missão)

13 (Sermão das Parábolas)

18 (Sermão da Comunidade)

24 – 25 (Sermão Escatológico)

 

Temas específicos

Jesus, Mestre e o “escriba” no reino de Deus. O Jesus de Mt é antes de tudo o Mestre, modelo de mestre cristão, instruído no Reino de Deus, que tira dos seus guardados coisas novas e antigas (13,52), para instruir o novo Povo de Deus e ganhar discípulos entre as Nações (28,20).

A Nova Justiça. Justiça é em primeiro lugar o que Deus faz conosco, inclusive amar-nos como um Pai a seus filhos. Não consiste em aplicar mecanicamente a Lei de Moisés ou de qualquer instância, mas procurar a vontade de Deus, que é Pai, e viver em conformidade com isso (5,17-47).

O Pai Nosso e a vontade do Pai. Com base na nova justiça. (6,10)

Segundo Mt Jesus retoma essas mesmas palavras na sua oração no Jardim das Oliveiras (26,42). Mt é o evangelho que mais acentua Deus como Pai, no sentido daquele cuja vontade é o programa de vida de seu Filho e dos “filhos” que este congrega.

1º Tema: Nasceu Jesus, chamado Cristo (Mt 1,16,b)

 

  1. Por meio deste Anúncio, queremos buscar na vida e na prática de Jesus, assumida pelas primeiras comunidades cristãs, novas luzes para a nossa vida. Vamos abrir nossas mentes e nosso coração para que o Espírito de Deus possa agir em nossa vida.

Quando o Espírito de Deus soprou, o mundo inteiro se iluminou. A esperança na terra brotou , e um povo novo deu-se as mãos e caminhou.

Ref. Lutar e crer, vencer a dor, louvar o Criador. Justiça e paz hão de reinar, e viva o amor.

  1. Deus está conosco! Que essa presença anime a nossa caminhada de fé em nosso dia a dia.

Leitor: Vamos refletir sobre a origem de Jesus Cristo. Nesta lista de nome, contemplemos a história do povo de Israel e entramos no mistério da bênção de Deus que perpassa a história humana. O verbo gerar aparece ao lado de tantos nomes mostrando que a vida permanece e cada geração é responsável pela continuidade da vida.

  1. A história de cada pessoa, por mais simples que seja, é rica em bênçãos e amor. Lembremos de nossas raízes e sentir o mistério da presença de Deus em nossas vidas. O que significa para mim conhecer as minhas raízes?

Leitor: O povo judeu espera havia vários séculos pela vinda de um rei-messias poderoso, que viria para restaurar o reino de Israel. O livro da genealogia de Jesus o apresenta como o Messias de Deus e a plenitude das gerações. Mas há uma surpresa: Mulheres e com Maria eram consideradas impuras.

  1. Vamos acolher a Palavra de Deus, cantando:

Chegou a hora da alegria, vamos ouvir esta Palavra que nos guia. (bis)

Leitora: Mt 1,1-17

  1. O que significa dizer que Jesus é filho de Davi, filho de Abrãao?
  2. Qual a intenção do autor do evangelho de Mateus ao afirmar a presença de mulheres impuras e excluídas na genealogia de Jesus?
  3. O que a genealogia narrada por Mateus nos ensina sobre o projeto de Deus? Quem faz parte do povo de Deus?
  4. Na história de Jesus, lançamos o nosso olhar na história do povo de Israel com suas buscas e esperanças, vitórias e fracassos, mas um povo sempre a caminho. Rever a nossa história nos ajuda a perceber que somos parte de uma história que vai além de nós e compreender melhor o sentido de nossa própria história. Diante do mistério da vida, podemos nos perguntar:
  5. O que Deus espera de nós e de nossas comunidades?
  6. Como nós e nossas comunidades podemos ser bênçãos para nosso povo, sociedade e para todas as formas de vida ameaçadas?
  7. O que significa colocar-se a disposição do projeto de Deus?

Celebrando a vida

  1. Vamos agradecer ao Deus da vida, que nos ama e fez nascer seu filho no meio dos pobres para revelar seu projeto.

Da cepa brotou a rama, da rama brotou a flor. Da flor nasceu Maria, de Maria o Salvador.

  1. Hoje contemplamos a ação de Deus na história do seu povo e em nossa história e como o salmista queremos repetir: “O seu amoré é para sempre” o Deus de ontem, de hoje e de sempre nos abençoe e nos proteja. T. Amém. O seu amor é para sempre.