{"id":59,"date":"2009-11-30T19:33:59","date_gmt":"2009-11-30T15:33:59","guid":{"rendered":"http:\/\/psjbatista.org.br\/newsite\/?page_id=59"},"modified":"2020-02-26T12:36:29","modified_gmt":"2020-02-26T15:36:29","slug":"historia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/psjbatista.org.br\/paroquia\/historia\/","title":{"rendered":"HIST\u00d3RIA"},"content":{"rendered":"<p><strong>Em 1891, o bairro de Rudge Ramos limitava-se a uma pequena vila que reunia algumas casas humildes, pequenas vendas e muito distante do Centro de S\u00e3o Bernardo. Este era o cen\u00e1rio que os irm\u00e3os Piagentini e os habitantes do vilarejo observavam ao caminharem pelo velho Caminho do Mar.<\/strong><\/p>\n<p>No mesmo ano, no dia 26 de dezembro, a C\u00faria Diocesana de S\u00e3o Paulo expedia a provis\u00e3o que autorizava os irm\u00e3os Tomaso, Romualdo e Adelfo Piagentini a constru\u00edrem no local uma Igreja com a autoriza\u00e7\u00e3o para a celebra\u00e7\u00e3o de missas e sob a responsabilidade da Par\u00f3quia de S\u00e3o Bernardo. A Capela seria fundada sobre a prote\u00e7\u00e3o do padroeiro S\u00e3o Jo\u00e3o Baptista. Nascia ent\u00e3o a comunidade cat\u00f3lica de Rudge Ramos.<\/p>\n<p>Muitas denomina\u00e7\u00f5es j\u00e1 batizaram o que hoje \u00e9 Rudge Ramos: Vila de S\u00e3o Jo\u00e3o da Bela Vista, Bairro dos Meninos e finalmente, Rudge Ramos, em homenagem ao Dr. Arthur Rudge da Silva Ramos, delegado de pol\u00edcia da Capital paulista e respons\u00e1vel pela restaura\u00e7\u00e3o do velho Caminho do Mar na d\u00e9cada de 20.<\/p>\n<p>O progresso n\u00e3o demorou a chegar ao bairro. As estradas foram alargadas para dar passagem aos primeiros caminh\u00f5es que transportavam carv\u00e3o. Aumentavam o n\u00famero de casas e junto, os estabelecimentos comerciais. O centro de tudo era a velha Capela.<\/p>\n<p>Com tudo isso, o acanhado templo j\u00e1 n\u00e3o era suficiente para acomodar os fi\u00e9is. Em 1942, a Capela foi ampliada, por\u00e9m o progresso e a chegada das grandes ind\u00fastrias trouxeram mais pessoas para a cidade e para o bairro. N\u00e3o demorou para a Capela ficar pequena novamente.<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia do bairro crescia, j\u00e1 era um dos mais populosos de toda a S\u00e3o Bernardo. A realidade da Capela no local tamb\u00e9m se modificava. Em 1953, considerando a sua import\u00e2ncia, a Capela S\u00e3o Jo\u00e3o Baptisa \u00e9 elevada \u00e0 Par\u00f3quia, tornando-se a primeira Par\u00f3quia a desmembrar-se da Igreja Matriz de S\u00e3o Bernardo.<\/p>\n<p>A Nova Matriz<\/p>\n<p>Em 31 de janeiro de 1958, chega \u00e0 Par\u00f3quia S\u00e3o Jo\u00e3o Batista o Padre Fiorente Elena. Logo ele percebe que o templo existente no bairro n\u00e3o \u00e9 suficiente para acolher os fi\u00e9is. A partir de ent\u00e3o, o Padre inicia os trabalhos para a constru\u00e7\u00e3o de uma nova Igreja, que pudesse acolher todo o povo e que se tornasse um ponto de referencia n\u00e3o s\u00f3 para o bairro e para a cidade, mas tamb\u00e9m para toda a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Muitos diziam ser uma loucura a constru\u00e7\u00e3o da nova Igreja. Muitas pessoas foram contr\u00e1rias a id\u00e9ia, mas n\u00e3o tinham a percep\u00e7\u00e3o de futuro e o esp\u00edrito de pioneirismo do Padre Fiorente.<\/p>\n<p>Como todo grande projeto, o in\u00edcio foi muito dif\u00edcil. A primeira e maior dificuldade foi a aquisi\u00e7\u00e3o do terreno, o que s\u00f3 foi poss\u00edvel depois de concretizada uma permuta com a prefeitura da cidade. Na \u00e9poca, o Prefeito Lauro Gomes tamb\u00e9m queria que o bairro ganhasse uma pra\u00e7a que fosse a altura do progresso da regi\u00e3o. Na negocia\u00e7\u00e3o, o Padre entregaria o terreno onde se localizava a Capela (local onde hoje se encontra o ponto de \u00f4nibus defronte a Base Comunit\u00e1ria \u2013 denominado Largo da Capela) e receberia em troca o terreno onde hoje est\u00e1 a nova Igreja.<\/p>\n<p>O desejo de construir uma Igreja, ou uma Catedral, como o pr\u00f3prio Padre Fiorente dizia, n\u00e3o demorou em se tornar realidade. Seu esp\u00edrito de luta, a for\u00e7a e, principalmente, sua lideran\u00e7a frente aos fi\u00e9is, fizeram com que ele pudesse concretizar o sonho de toda a comunidade.<\/p>\n<p>A For\u00e7a da Comunidade<\/p>\n<p>A comunidade da Par\u00f3quia S\u00e3o Jo\u00e3o Batista de Rudge Ramos sempre foi sin\u00f4nimo de perseveran\u00e7a. A constru\u00e7\u00e3o da nova Igreja se deu com o suor e trabalho de muitas pessoas. Os mais antigos contam que o Padre Fiorente, ao t\u00e9rmino das celebra\u00e7\u00f5es, pedia que cada fiel buscasse no terreno da antiga Capela um tijolo e trouxesse para as obras da nova Igreja. O dinheiro era escasso e n\u00e3o poderiam se dar ao luxo de desperdi\u00e7ar materiais de constru\u00e7\u00e3o. Muitos dos tijolos que est\u00e3o alicer\u00e7ando o novo templo sa\u00edram da velha Capela.<\/p>\n<p>Campanhas, doa\u00e7\u00f5es, rifas e a tradicional quermesse foram apenas alguns dos instrumentos utilizados pela comunidade para tirar o projeto do papel. Mesmo com todas as dificuldades, a comunidade nunca deixou de prestar aux\u00edlio a outras Igrejas, entidades e comunidades mission\u00e1rias espalhadas por todo o Brasil. Alguns exemplos desta solidariedade s\u00e3o as in\u00fameras Igrejas que nasceram dos recursos arrecadados durante a quermesse. Tamb\u00e9m podemos citar as entidades filantr\u00f3picas que ainda participam da Festa Junina de Rudge Ramos. A ajuda tamb\u00e9m foi estendida a toda comunidade cat\u00f3lica do grande ABC, atrav\u00e9s da Diocese de Santo Andr\u00e9. A Casa do Cursilho e a ajuda na compra da antiga R\u00e1dio Mau\u00e1, hoje Mil\u00edcia da Imaculada, s\u00e3o dois exemplos concretos deste trabalho.<\/p>\n<p>Aos poucos foram se juntando a esta grande obra que \u00e9 a nova Igreja, os dois sal\u00f5es de festas, a Casa Paroquial, o Centro Comunit\u00e1rio com quatro andares e que atende toda a comunidade, al\u00e9m da torre com os seus quatro sinos, esta com uma particularidade: a sua inclina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Pedra<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do bairro, que hoje \u00e9 Rudge Ramos, confunde-se com a trajet\u00f3ria da Par\u00f3quia S\u00e3o Jo\u00e3o Batista. Foi em volta da pioneira Capela que come\u00e7ou a crescer o bairro. A Igreja \u00e9 a pedra fundamental, o ponto de partida de todo esse gigantesco bairro.<\/p>\n<p>Hoje, na face do templo, a imagem do padroeiro desta comunidade, e que tamb\u00e9m \u00e9 o patrono do bairro, observa de bra\u00e7os abertos a imensid\u00e3o de Rudge Ramos. Suas avenidas e ruas, o forte com\u00e9rcio e o crescimento vertical dos in\u00fameros edif\u00edcios que aos poucos v\u00e3o tomando o lugar das velhas casa. O Centro da Cidade j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o longe, mas o velho Rudge continua respirando suas tradi\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s das fam\u00edlias que aqui chegaram, permaneceram e prosperaram.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1891, o bairro de Rudge Ramos limitava-se a uma pequena vila que reunia algumas casas humildes, pequenas vendas e muito distante do Centro de S\u00e3o Bernardo. Este era o cen\u00e1rio que os irm\u00e3os Piagentini e os habitantes do vilarejo observavam ao caminharem pelo velho Caminho do Mar. 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